Esta semana, o ex-deputado federal Walter Brito Neto, hoje filiado ao PMDB capitaneado em Campina pelo grupo de Veneziano, postou em seu micro blog Twitter que 'vai votar numa boneca maquiada ou em fantoche'. Esse declaração logo suscitou várias interpretações e então, ficou decodificada a mensagem assim como seu endereçamento, óbvio, por sinal.
Isso me levou a refletir em duas situações básicas emergidas do momento político paraibano, precisamente, campinense: primeiro, o PMDB do grupo de Vené não tem um leque de opções para apresentar como potenciais sucessores da PMCG. Se mantida a promessa de que apresentaria um candidato puro sangue, isto é, do PMDB terá que se desdobrar para produzir um à toque de caixa. Resta saber se é a atual secretária Tatiana Medeiros (PMDB) apadrinhada pela matriaca dos "Irmãos Coragem". Se for, o grupo terá que rebolar para transformar aquela figura inexpressiva e, notadamente incipiente no jogo da política, numa expert (se é que isso é possível).
Se o grupo decide de última hora que não é Tatiana, e o Vereador Fernando Carvalho (seria um provável nome) tendo saído do PMDB, sobra para o próprio Walter Neto. A menos que Vené volte atrás e resolva fechar acordo com o PP de Enivaldo, lançando o nome da deputado Daniela Ribeiro, mas essa seria um trunfo de desespero frente ao segundo ponto a ser considerado: a ascensão de Cássio ao Senado.
Isto quer dizer, que a política paraibana ganhou novos contornos e em Campina Grande o PMDB deverá se reagrupar para rever diretrizes urgentes, pois um cilindro político na base dos Cunha Lima está sendo preparado para passar por Campina agora nessas eleições. Concluo dizendo que, de todo, WBN não está equivocado. Na política não se pode deixar levar pela aparência restrita aos retoques do batom e o da sombra.

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